Pensamentos do coração

Desabafos...

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Nome: Pandora

Talvez a curiosidade te leve a querer saber quem sou. Mas isso não importa pois aqui não quero falar de mim mas deixar falar meu coração. Este não tem pátria, idade, raça ou cor. Por isso o codinome PANDORA. Caixa de sentimentos humanos. São sentimentos do mundo que sinto também em mim, pois, como ser que sou, não sou diferente a qualquer um. Posso garantir, no entanto, que existo, que choro, que dou risadas, que sinto raiva, ciúmes e inveja.Tenho em mim todos os segredos da caixa de Pandora.

12.3.05

Não demorarei muito em voltar...
Necessidades me levam, mas o amor me trará de volta.
Aqui ficam em silêncio minhas palavras não escritas,
mas que podem ser lidas por qualquer coração.

24.2.05

Fuga ou liberdade?

Voar

Deitada na grama, embaixo da árvore, deixo-me relaxar.
Respiro o ar que me envolve sentindo a energia perfumada que envolve meu corpo.
Deixo o ar penetrar em mim ajudando-o a andar por todos os meus espaços internos.
Enquanto esta energia toma conta do meu ser, sigo o vôo de um pássaro no céu.
Para onde estará indo?
Vôos dão a sensação de liberdade.
Mas também de fuga.
Um pássaro também voa quando está em dificuldades.
Se eu pudesse voar...
Voaria por sentir-me livre ou voaria para longe fugindo dos meus problemas?
Sinceramente não sei...
Por isso estou aqui.
Deitada na grama, sob a árvore,
aspirando calmamente esta energia perfumada que me invade.

23.2.05

Razão e Paixão

"Vossa alma é,
Muitas vezes,
Um campo de batalha
No qual vossa razão e
Vosso juízo combatem
Vossa paixão e vontade.

Pudera eu ser um pacificador em vossas almas,
E transformaria a discórdia e
A rivalidade de vossos elementos
Em união e harmonia.

Mas como poderia,
A menos que vós próprios também
Pacificásseis vossos elementos,
Mais do que isso,
Deles vos enamorásseis?

Vossa razão e vossa paixão são
O leme e as velas de vossa
Alma navegante.

Se vossas velas ou vosso leme quebrassem,
Só poderíeis seguir à deriva,
Ou permanecer imóveis em alto mar.

Pois a razão,
Quando impera,
É força confinadora;
E a paixão,
Desmedida,
É chama que arde até se extinguir.

Deixai,
Portanto,
Vossa alma elevar
Vossa razão às raias da paixão,
Para que cante;
E deixai-a conduzir vossa paixão
A par com a razão,
A fim de que a paixão possa
Experimentar uma ressurreição
A cada novo dia,
E como a fênix,
Renascer das próprias cinzas."

21.2.05

Eu, meu mundo...

"Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido..."
Hoje acordei pensando nesta música...
Junto com a letra, lembrei-me da frase:
"Felicidade é gostar do que se tem."
Faz sentido!
Me perguntei o que eu tenho.
De meu!
Para medir meu grau de felicidade.
Minha casa, meu carro, meu cachorro, meus filhos, meus cds, meus perfumes, meus batons, minhas roupas, minha cafeteira.......etc, etc, etc...
Tantas coisas a relacionar.
Faltaria espaço aqui neste blog.
Coisas minhas...
Ou não?
Continuando minha viagem mental dei-me conta de que posso relacionar isto tudo e muito mais, mas nada disso me pertence!
Sou usufrutuária, mas jamais proprietária!!!
Então nada disto me pertence.
Usufruo até um determinado limite.
"Felicidade é gostar do que se tem..."
Então, o que tenho eu de meu?
Uma coisa só:
- Eu!
nada mais...
A única coisa que me pertence, e a mais ninguém pertence, sou eu mesma.
Meus pensamentos, meus sentimentos, meu coração, minha alma...
E é exatamente isto que preciso gostar!
De mim...
Somente assim serei feliz.
"Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Ter me rebelado
Ter me debatido
Ter me machucado
Ter sobrevivido
Ter virado a mesa
Ter me conhecido
Ter virado o barco
Ter me socorrido
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Sem as suas garras
Sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem suas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Já ter te esquecido
Começar de novo..."

18.2.05

O pulsar da Vida...

"Tudo o que sobe, desce.
Tudo o que vai, vem.
Tudo o que entra, sai.
Tudo o que começa, termina...."

Aproveitarei-me do comentário feito pelo Luiz Augusto no post anterior.

É fácil visualizar nas palavras dele a energia que flui suavemente.
A Vida é energia.
É sempre um movimento constante.
Eterno fluir...
Vai e volta...

A doença física, assim como a angústia e o mal estar de alma, surgem quando bloqueamos este movimento.
Se insistimos em manter o que precisa ir,
Em deter os passos de quem precisa caminhar,
acabamos aprisionando dentro de nós esta energia que se chama Vida.
A Vida é muito maior do que possamos sequer imaginar.
Nela está contida o passado o presente e o futuro.
Respostas para perguntas feitas e respostas para perguntas ainda por fazer...

É necessário que a Vida siga seu curso.
É necessário que soltemos as amarras do controle e sintamos, dentro de nós, a certeza de que fazemos parte desta Verdade.
Precisamos nos libertar, libertando o fluir da Vida.
Somos Equilíbrio quando não bloqueamos esta energia.

17.2.05


16.2.05

A totalidade e a plenitude precisam vir de dentro.
Encontrar aquela pessoa especial não vai resolver os meus problemas.
A totalidade e a plenitude que eu procuro se encontram dentro de mim, esperando para serem descobertas.
A solução é deixar de buscar estas coisas fora de mim, e procurar tornar-me completa a partir de mim mesma.
Em vez de tentar encontrar alguém para amar, me tornar mais digna de ser amada.

Um dia nossos caminhos se cruzarão.
Enquanto isso não acontece, vou tomar consciência do meu valor e de que mereço receber amor exatamente pelo jeito que sou, por quem eu sou.